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Cirurgia na DII

Como é que os abcessos e fístulas são tratados cirurgicamente?

Cerca de 25% dos doentes de Crohn adultos têm fístulas ou abcessos. Os abcessos são causados por uma perfuração do intestino formando uma acumulação de pus, flora intestinal e fluidos. Quando o pus forma um canal ou caminho para outra ansa do intestino, ou outro órgão (por exemplo, a bexiga, a vagina ou a pele), cria-se uma fístula. Esta complicação pode ocorrer no abdómen, na pélvis, ou no tecido à volta da região ano-retal. Se um abcesso perfura a cavidade abdominal, a infeção espalha-se rapidamente, causando um quadro clínico grave. É necessária então uma intervenção cirúrgica urgente, no sentido de ser imediatamente executada uma exploração abdominal para drenar o abcesso e lavar a cavidade abdominal. Também pode ser necessária uma resseção do intestino e uma anastomose temporária. Se o abcesso estiver limitado, a infeção espalha-se mais devagar, causando febre intermitente e arrepios, fraqueza geral e dor abdominal localizada. É possível drenar este tipo de abcessos com uma agulha comprida que penetra através da pele com orientação por ecografia ou TAC. Este processo controla temporariamente a infeção e permite uma intervenção cirúrgica mais eletiva. Os abcessos e as fístulas que envolvem a região ano-retal devem ser tratados cirurgicamente com muito cuidado a fim de evitar danos no esfíncter anal (se este estiver danificado, pode ocorrer incontinência). Alguns abcessos e fístulas podem ser tratados ainda com antibióticos e imunomoduladores.