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1º Congresso APDI

27-11-2017

O 1º Congresso da APDI sob o tema “Relação Médico-Doente e Qualidade de Vida do doente com DII” teve lugar este sábado, dia 25 de novembro de 2017, e foi um sucesso. Tivemos mais de 100 participantes desde doentes, seus familiares, estudantes de medicina, administradores hospitalares e profissionais de saúde.

A sessão de abertura foi realizada pela presidente da APDI, Ana Sampaio, e por José Luís Medina, em representação do Presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos médicos.

Em seguida a vice-presidente da APDI, Cândida Cruz, apresentou as conclusões do Workshop realizado em maio sobre o tema “Relação Médico-Doente”. Este workshop contou com 30 participantes de diferentes valências que fazem parte desta relação (doente de DII, família, médico, enfermeiro, farmacêutico, psicólogo, nutricionista, administrador hospitalar e industria farmacêutica).

Seguiu-se uma mesa redonda sobre este tema que foi moderada pela nossa madrinha da associação, Marina Caldas, e teve como participantes o nosso psicólogo, Jorge Ascensão, a doente de DII e nossa colega da APDI Vera Coelho, Joana Torres, gastrenterologista do Hospital Beatriz Ângelo, Rosa Matos, presidente da ARSLVT, e Leonel Fernandes, representante da Ordem dos Enfermeiros.

Após o almoço a CEO da EFCCA – Europen Federation of Crohn´s and Colitis, Luisa Avedano, deu-nos uma perspetiva da “DII no Mundo” com a tradução do estudante de medicina Diogo Barros.

Depois Paula Lago, membro do GEDII – Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal, falou sobre as “Novas terapêuticas na DII”.

Seguiu-se uma mesa redonda sobre “Novas terapêuticas e avanção científicos” que contou com a participação de Miguel Guimarães, Bastonário da Ordem dos médicos, João Bruno Soares, gastrenterologista do Hospital de Braga, Helena Farinha, membro da Direção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos, e Fernando Regateiro, Presidente do Conselho de Administração do HUC.

A última apresentação foi realizada por Ana Sampaio sobre os resultados do “Impacto de DII em Portugal” efetuado no início deste ano e que contou com a participação de mais de 500 doentes com doença de Crohn e colite ulcerosa.

O encerramento foi efetuado pela vice-presidente, Cândida Cruz.

No final de tudo tivemos a nossa Assembleia Geral onde foi aprovado o plano de atividades e orçamento para o ano de 2018.

Obrigado a todos que participaram.

Consultas de Psicologia

27-11-2017

Viver com uma Doença Inflamatória do Intestino (DII) não é fácil.Tanto a Doença de Crohn como a Colite Ulcerosa obrigam a alterações na vida e no dia a dia que podem ser difíceis de integrar. Numa consulta de Psicologia poderá explorar as suas dúvidas e os seus receios num ambiente compreensivo e especializado. Vai poder, com o Psicólogo, desenvolver novas ferramentas e soluções para os desafios da DII. A APDI dispõe de consultas de Psicologia Clínica especializada, para os seus associados, no Porto e em Lisboa.

 

Consultas no Porto: Terças-feiras e Quintas-feiras, entre as 10:00 e as 13:00 na sede da Associação (Av. Rodrigues Vieira nº 80, 4465-738 Leça do Balio)

Consultas em Lisboa: Por marcação junto da APDI, na seguinte morada: Travessa Luís Pereira da Mota nº 3 - 2º A, 2670-488 Loures.

Instalações Encerradas

06-11-2017

Informamos que por razões de saúde da nossa colaboradora as nossas instalações estarão encerradas do dia 06/11 a 31/12 pelo que qualquer esclarecimento terá de ser tratado por e-mail (geral@apdi.org.pt).

Revista APDI nº35

26-10-2017

É sócio da APDI? Já recebeu a nova revista? Se não recebeu contacte-nos para o e-mail geral@apdi.org.pt ou para o nº 222086350/932086350.

Conferência de Valor APAH – Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares

23-10-2017

Ana Sampaio, presidente na APDI, participou no passado Sábado, dia 21 de outubro, na Conferência de Valor APAH – Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares em Évora numa mesa cujo o tema era “Oportunidade: Integração de cuidados centrados nas necessidades e participação do utente”.


O preletor principal foi a Dra. Pilar Martinez Montiel, responsável do serviço de gastrenterologia do hospital “12 de Octubre de Madrid”, que apresentou como organizou a sua consulta de DII em função do doente e que proporciona, em parceria com a ACCU (associação espanhola de doentes) sessões de esclarecimento para os doentes e seus familiares.


Na mesa redonda de discussão a primeira voz foi dada ao doente pelos Dr. Francisco Velex Roxo, moderador da mesa e administrador hospitalar no hospital Pro. Doutor Fernando Fonseca.


A ideia principal transmitida por Ana Sampaio foi a de que todos os administradores hospitalares deveriam “escutar o doente” mas escutar não é só ouvir. O que se pretende é uma escuta ativa.


O doente enquanto está à espera de ser atendido não se importa de responder a um questionário sobre a qualidade do serviço que lhe estão a prestar. Questionem sobre o que o doente valoriza e o que não valoriza. Se calhar estão a oferecer serviços que o doente não quer e faltam outros essenciais para o doente. O doente não quer várias APPS de Saúde nem vários sistemas informáticos. Quer um único interface para tudo.


Descentralizar pode fazer sentido em alguns casos, mas centralizar também faz.


É necessário organizar os serviços em função da patologia do doente. O doente de DII é um doente crónico, cujo diagnóstivo é, normalmente,  efetuado entre os 25 e os 30 anos, o que significa que está no auge da sua vida e a cimentar a sua carreira profissional. E ser doente crónico para toda a vida é um caminho longo e com algumas crises que o fazem ir ao hospital.

O doente de DII não é uma bola de ping-pong entre as diversas especialidades médicas nem um estafeta que transmite a informação entre médicos de diferentes especialidades. O doente de DII quer ser tratado por uma equipa multiprofissional, que inclua também nutricionista e o psicólogo, e que trabalhe em conjunto para o doente. O enfermeiro deverá também ter um papel mais ativo pois passam muito tempo com o doente e têm mais tempo para “escutar” o doente do que o médico.


Por outro lado é essencial que a decisão seja partilhada entre médico e doente. E ser partilhada não significa assinar um consentimento informado, significa o médico explicar todos as opções terapêuticas ao doente e todos os exames a fazer e decidirem em conjunto o que é melhor para o doente. Qualquer alteração no seu plano terapêutico ou de exames a fazer deverá ser comunicada ao doente.


O doente quer ser respeitado. Casas de banho em boas condições de higiene, senhas de atendimento em que o doente consiga aperceber-se se pode ausentar-se para ir à casa de banho, marcação de consultas à hora que der mais jeito ao doente de acordo com a agenda do médico, um simples e-mail indicado no papel de marcação de consulta para onde possa comunicar se não puder comparecer.


O desafio final de Ana Sampaio foi para que os administradores hospitalares criassem órgãos consultivos com doentes dentro dos hospitais, consultassem mais as associações de doentes antes de tomar certas decisões.


Como fecho de intervenção a APDI comentou ainda que os administradores hospitalares não têm facilitado a vida as associações pois querem cobrar os auditórios quando se fazem reuniões para doentes dentro dos hospitais e, para além disso, é muito difícil colocar um simples cartaz no hospital a dizer que existe uma associação de doentes que pode  apoiar aqueles doentes.


Seguiu-se a intervenção da Dra. Catarina Oliveira, Presidente da associação portuguesa de farmacêuticos hospitalares, que reforçou a necessidade de incluir também o farmacêutico hospitalar nesta equipa multiprofissional pois muitas vezes o doente faz várias medicações que interagem entre si.


Como representante dos médicos, o Dr. Luís Cunha Miranda, Presidente da sociedade portuguesa de reumatologia, reforçou a necessidade de centrar os cuidados médicos no doente e de centralizar a informação para que o médico não tenha de ter vários aplicações informáticos no seu computador para se informar do estado de saúde do doente ficando sem tempo para “escutar” o doente.


Por fim a Dra. Marta Temido, Presidente da ACSS - Administração Central de Saúde, referiu mais uma vez a necessidade de escutar o doente e centralizar os cuidados nele.