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FAQ`S

Fatores Emocionais

  • Como encontrar o terapeuta adequado? O seu médico assistente deverá ajudá-lo a encontrar um terapeuta adequado. Esta decisão deverá basear-se no tipo de tratamento prescrito (psicoterapia, treino de relaxamento, consulta com vista à prescrição de medicação, etc.), ou na experiência do terapeuta. Por vezes outros doentes com DII poderão sugerir nomes de terapeutas conhecidos. (fonte: brochura "Factores Emocionais")
  • Que tipo de medicação se recomenda para ultrapassar problemas psicológicos relacionados com as DII? De um modo geral, não há necessidade de prescrição de quaisquer medicamentos para distúrbios psicológicos, quando associados a uma crise de DII. Alguns doentes poderão, no entanto, não conseguir lidar com estes problemas psicológicos (como ansiedade ou depressão). Nesses casos é de sugerir, então, que sejam submetidos a uma medicação específica. O próprio médico poderá tomar essa decisão, ou dirigir o doente para um psiquiatra ou psicólogo. Normalmente são utilizados anti-ansiolíticos, por curtos períodos de tempo, e antidepressivos quer para sintomas de depressão quer para controlar as dores crónicas características da doença. A medicação utilizada para o tratamento de distúrbios psicológicos geralmente não interfere com a medicação para tratamento das DII. (fonte: brochura "Factores Emocionais")
  • É justificável que os familiares se sintam culpados por terem, de alguma forma, causado esta doença ao seu familiar? De modo nenhum. Tal como atrás mencionado, não há nada que nos permita afirmar que existe qualquer culpa no que diz respeito à causa da manifestação da DII, tanto por parte do doente, como por parte da família, nomeadamente do marido, mulher, filhos, pais ou afins. (fonte: brochura "Factores Emocionais")
  • Quais as características dos doentes com DII que podem contribuir para um bom prognóstico? A situação ideal seria aquela em que o doente aceitasse com realismo a DII, sem qualquer tipo de autocomiseração, sem sentimentos de culpa, e sem atribuir culpas a outrem pela sua doença. Se houver a possibilidade de uma aceitação sem complexos, tanto a família como os amigos encararão melhor a sua relação com o doente, que deverá fazer a sua actividade diária de um modo normal, seguindo as instruções do médico, mantendo uma atitude e uma perspectiva de vida positivas.

    O doente deve sempre voltar à sua vida normal após as crises que o levam a abandoná-la por algum tempo, nunca se isolando da realidade numa cama, não se aproveitando do facto de ser doente para manipular outrem e apenas procurando ajuda dos familiares quando necessário. É de salientar o facto de que, seguindo à risca o aconselhamento médico e respeitando o tratamento clínico, será mais fácil lidar com a doença. Há ainda outras estratégias que podem ajudar o doente a melhor controlar o seu estado de saúde, e que tendem a reduzir o stress e a melhorar a actividade diária. Estas estratégias abrangem o apoio social (por exemplo através de grupos), a educação, a resolução de problemas e uma reavaliação positiva das experiências perturbadoras. A maioria dos especialistas concorda com o facto de as disfunções psicossociais fazerem parte da doença, e não com o facto de serem a sua causa ou característica única. (fonte: brochura "Factores emocionais")
  • Qual a melhor forma de lidar com o receio de uma nova crise destas doenças? A melhor forma de lidar com as DII será procurar um tratamento adequado. Actualmente a maioria dos doentes pode manter a doença controlada com terapêutica médica. Inúmeros medicamentos tópicos e orais provaram já ser eficazes no tratamento da DII. O seu médico especialista, decidirá qual a medicação mais correcta para o seu caso. Por outro lado, é importante ter em conta que uma boa relação médico – doente torna possível uma intervenção mais eficaz em caso de ocorrência de quaisquer complicações. (fonte: brochura "Factores Emocionais")
  • A ileostomia pode afectar o estado emocional ou as capacidades dos doentes que a esta são submetidos? Este tipo de cirurgia traz problemas adicionais de adaptação, no entanto o doente poderá lidar mais facilmente com os problemas que se apresentam, através de ajuda especializada. Algumas organizações, como a Liga Portuguesa dos Ostimizados, são óptimas fontes de informação e auxílio. Estas associações esclarecem, nas suas publicações e reuniões, muitas das dúvidas dos doentes ostomizados, fornecendo, na maior parte das vezes, conselhos preciosos nas fases pré e pós operatórias. (fonte: brochura “Factores Emocionais”)
  • Como são afectados os jovens em termos de impactos emocionais? A adolescência é um período em que o jovem procura ser independente e auto-suficiente, características que fazem parte de um crescimento normal. No entanto, uma doença crónica poderá impor-lhe uma maior dependência em relação á família, aos médicos ou mesmo ao sistema de saúde, o que poderá resultar numa situação de difícil adaptação. Assim, não será surpreendente que as dificuldades emocionais normais da adolescência em conjunto com a convivência com a DII, sejam mais dificilmente aceites pelos mais novos do que pelos adultos. (fonte: brochura “Factores Emocionais”)
  • É aconselhável um acompanhamento psicológico a doentes com DII? Caso sinta essa necessidade, deverá haver um cuidado especial em encontrar um profissional que esteja familiarizado com as DII, para que possa compreender algumas dificuldades psicológicas por parte de quem sofre destas doenças. O seu médico poderá ajudá-lo a encontrar um adequado, por vezes outros doentes com DII poderão sugerir nomes. (fonte: brochura “Factores Emocionais”)
  • Há algum aspecto que possa ajudar, de uma forma específica, este tipo de acompanhamento aos doentes com DII? Sim, é importante que para além dos conhecimentos necessários, tenha também um interesse genuíno no tratamento da DII. Deverá estar familiarizado com o curso normal e errático destas doenças e estar a par de toda e qualquer complicação que advenha da DII, bem como de todas as terapias medicamentosas a ser utilizadas. É também de extrema importância que o médico e o terapeuta mantenham uma relação de trabalho próxima para que os seus esforços se complementem. (fonte: brochura “Factores Emocionais”)
  • É justificável que os doentes de DII se sintam culpados por terem a Doença e consequentemente causarem problemas a si próprio e as suas famílias? Não há nada que justifique este pensamento. As DII não são causados por factores emocionais, nem há nada que o doente possa ter feito ou evitado fazer que pudesse prevenir a doença. (fonte: brochura “Factores Emocionais”)
  • Há sugestões específicas para doentes que pensam viajar? Comunique sempre ao seu médico os seus planos de viagem, certifique-se de que leva em quantidade suficiente os medicamentos e aprenda a designação genérica da medicação em caso de ter que os comprar no país para onde vai. (fonte: brochura “Factores Emocionais”)
  • Como lidar com ataques de gases, diarreia ou dor em locais públicos? Para a sua tranquilidade e paz de espírito tente ser prático, como por exemplo:
    - planeie um itinerário ao sair de casa;
    - tenha uma ideia da localização das casas de banho nos restaurantes, centros comerciais, ou em viagem;
    - ande com uma muda de roupa interior e toalhetes de limpeza em caso de necessidade urgente (fonte: brochura “Factores Emocionais”)