A remissão é hoje o principal objetivo no tratamento da Doença Inflamatória do Intestino (DII), representando um marco importante na vida de quem tem doença de Crohn ou colite ulcerosa. Embora ainda não exista uma cura, alcançar a remissão permite ao doente recuperar o controlo da doença e melhorar a qualidade de vida.
Clinicamente, a remissão traduz-se na ausência de sintomas como dor abdominal, diarreia ou sangramento, bem como na normalização de marcadores inflamatórios e na cicatrização da mucosa intestinal. No entanto, especialistas alertam que sentir-se bem não é, por si só, garantia de ausência de atividade da doença.
No segundo episódio da 11.ª temporada da rubrica “Dar a Volta à DII”, a gastrenterologista Joana Revés, do Hospital Beatriz Ângelo, esclarece o que significa, na prática, estar em remissão, distinguindo os vários tipos — clínica, endoscópica, histológica e bioquímica — e sublinhando a importância de uma avaliação rigorosa e contínua.
A especialista reforça ainda que a manutenção da terapêutica é essencial, mesmo em fases de estabilidade, e destaca o papel crescente das novas terapias, nomeadamente os tratamentos biológicos, no aumento das taxas de remissão sustentada.
Para além da medicação, fatores como a alimentação equilibrada, a gestão do stress, o sono adequado e a prática de exercício físico adaptado podem contribuir para prolongar os períodos de remissão.
A mensagem é clara: a remissão é possível, mas exige acompanhamento médico regular, adesão ao tratamento e um papel ativo do doente na gestão da sua doença.
O episódio já está disponível no YouTube e Instagram da APDI.


